Investigadores de morte de espião querem ir a Londres
Os detetives russos que investigam a morte do ex-espião Alexander Litvinenko pediram às autoridades britânicas autorização para viajar ao Reino Unido, informaram hoje fontes oficiais.
A "comissão rogatória", um instrumento legal de cooperação entre países, foi enviada ao ministro do Interior britânico, John Reid.
Segundo as fontes, a Scotland Yard, que investiga o assassinato do ex-agente russo em Londres, é que decidirá se a permissão será ou não concedida aos detetives.
O pedido russo é feito dias depois de a Polícia do Reino Unido ter enviado à Promotoria o resultado das investigações sobre a morte de Litvinenko, assassinado com uma dose da substância radioativa polônio-210.
A entrega do documento indica que a Scotland Yard encontrou provas sobre a morte do ex-agente.
Entretanto, caberá à Promotoria decidir se há evidências suficientes que justifiquem a apresentação de acusações contra alguma pessoa em particular pelo assassinato de Litvinenko.
No ano passado, detetives da Scotland Yard viajaram a Moscou para interrogar várias pessoas ligadas, de alguma forma, à morte do ex-espião, entre elas o empresário Andrei Lugovoi, uma das últimas pessoas com as quais Litvinenko se reuniu antes de ficar doente.
O ex-agente do Serviço Federal de Segurança (antigo KGB) morreu no dia 23 de novembro, num hospital em Londres, devido a uma alta dose de polônio-210.