Governo britânico quer limitar construção de arranha-céus em Londres
O Governo britânico quer limitar a construção de arranha-céus cada vez mais altos no centro de Londres depois que um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) criticou a atual política urbanista da capital, informou hoje a imprensa.
A Unesco considera que o Governo não protege edifícios históricos como a Torre de Londres ou a Abadia de Westminster.
Um relatório do Ministério de Cultura e Esportes ao qual o jornal "The Times" teve acesso mostra uma visível contradição com os planos do ambicioso prefeito de Londres, o trabalhista Ken Livingstone.
A Prefeitura de Londres deu recentemente sinal verde à construção de uma série de arranha-céus entre os quais se destaca um de 310 metros de altura junto à ponte de Londres que foi desenhado pelo arquiteto Renzo Piano.
O Governo britânico também pretende fazer uma investigação sobre "o impacto visual" das novas torres planejadas sobre os edifícios incluídos na lista da Unesco, entre os quais também estão os prédios do Parlamento.
Entre os edifícios projetados para a capital estão uma torre que devia ter originalmente uma altura de 226 metros, mas que ficou em 180 metros, perto da ponte de Blackfriars, e outras três torres de 140 metros próximas à estação de Waterloo.
A maior imobiliária do Reino Unido, a Land Securities, apresentou no ano passado um projeto para a estação de Victoria, também junto ao rio Tâmisa, que incluía três arranha-céus de entre 25 e 42 andares.